quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Índia que eu amo

A Índia é um país de contrastes profundos onde, contrariamente ao resto do mundo, o homem não vive do que é nem do que tem. Num modo passivo ou activo, a existência é a única coisa válida e não existe um meio termo para nada. Palácios deslumbrantes, templos de uma riqueza incalculável, contrastam em flagrante com casas degradadas, sem portas nem janelas, varandas a cair e casas que nem existem. Jardins imaculados, verdejantes, floridos, bem arranjados e lugares feios, sujos, imundos, onde o lixo nunca acaba e a podridão abunda. Cheiros exóticos, incensos de aromas irresistíveis e ruas mal cheirosas, bolorentas, cheias de esterco, contaminadas. Pessoas bonitas, com ar saudável e bem alimentadas e outras que só têm ossos e pele enrugada, que nunca comem. Homens e animais vivem em perfeita harmonia e o sagrado e o profano convivem lado a lado. O negro e o branco contrastam profundamente com a riqueza dos padrões transbordantes de côr, iluminando os rostos morenos de olhos de um brilho intenso e único.

Na Índia regressei às minhas origens. O meu ser mais genuíno aflorou, para voltar a ser simplesmente eu. Despi-me de regras, preconceitos e artifícios, falei de novo a minha língua materna. Vivi o sonho dos marajás e o pesadelo dos intocáveis. Algumas vezes me senti perdida, completamente despedaçada e incapaz de dar mais um passo. Outras vezes a minha alegria era tão intensa e contagiante que a minha energia parecia inesgotável. De Nova Deli a Jaipur, Agra, Khajuraho e Varanasi (a cidade sagrada), Bodhgaya, Calcutá, Gôa e Bombaim, foram noites mal dormidas, viagens cansativas, comida pouco convidativa, calor, humidade, chuva, tudo foi superado e encarado num clima de desportivismo e aventura constante.

A Índia, tão odiada quanto adorada, que em seu seio encerra segredos eternos, amores imortais, de reis e rainhas revestidos de ouro e indigentes cobertos de poeira, sem identidade e sem morada, superpovoada de crianças maravilhosas, meninos e meninas de todas as idades, pequenos Krishnas que nos enfeitiçam com o seu sorriso e a sua doçura, a Índia que eu amo, mágica e sedutora, eterna, onde se respira o bafo quente misturado com o cheiro das especiarias, viverá sempre no meu coração.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

The India that I love

India is a country of deep contrasts, a place where, contrary to the rest of the world, a man does not make a living from what he is or what he owns. In active or passive mode, existence is the only valid fact and there is never a middle ground. Dazzling palaces, immensely rich temples stand in stark contrast to derelict houses, with no doors or windows, falling balconies, sometimes no houses at all. Immaculate gardens, lush with greenery and flowers, well cared for - and ugly places, dirty, rotten, unending piles of garbage and decay. Exotic smells, the irresistible aroma of incense – and stinking streets, where mould rules and disease conquers. Beautiful people, healthy and well-fed – and ragged multitudes only skin and bone, that never eat. Men and beasts live in perfect harmony and the sacred and the profane touch elbows. Black and white gleam in utter contradiction with rich colourful patterns, illuminating dark faces where eyes shine with a unique intensity.

In India I returned to my origins. My most inner being surfaced and became me again, simple as that. I threw away rules, prejudices and artifice, and again spoke my mother-tongue. I lived the dream of the maharajah and the nightmare of the untouchable. Sometimes I felt lost, completely shattered and incapable of taking another step. Other times my joy was so intense and contagious that my energy seemed infinite. From New Delhi to Jaipur, Agra, Khajuraho and Varanasi (the sacred city), Bodhgaya, Calcutta, Goa and Bombay, there were nights of little or no sleep, tiresome trips, uninviting food, heat, humidity, rain, all was conquered and taken in its stride as part of the permanent adventure.

India, hated and adored in equal measure, keeper of eternal secrets, immortal love, kings and queens clothed in gold and paupers covered in nothing more than dust, with no identity and no address, overpopulated by wonderful children, little boys and girls of all ages, small bewitching Krishnas with their smiles and sweetness – the India I love, magical and seductive, eternal, where the warm air that invades us comes mixed with the scent of spices, will forever live in my heart.

(Tradução: José Saraiva)

मेरा प्यारा भारत (इंडिया)

भारत एक विरोधाभाषी देश है. जहाँ दुनिया से अलग, आदमी जो है वैसे रहेता नहीं और उसके पास जो हेई वेइसे भी रहेता नहीं है.  जहाँ जीना एक ही मकसद है, वहाः  माधिअम  कूच  नहीं है. जहाँ आँखों को आश्चर्यचकित करनेवाले अदभूत महेलो और समृध्ध मंदिरों के समक्ष ज़ुपद्पत्तियो, बिना खिड़की-दरावाजेवाले माकान, टूटा  हुआ आँगन है, वहां घर घर नही कहेलाता. जहाँ आर अतिसुन्दर हरियाली से भरे बगीचे, फूलोसे भारे संभाले हुए बगीचे और बदसूरत जगाओ जहाँ कचरा  हंमेशा भरा हो और जहाँ सड़ी हुई चीजे हो  ऐसी जगे हरतरफ होती है. जहाँ अलग - अलग प्रकारकी खुशबू होती हैजैसे की  धुप की सुगंध, बदबूदार सदके, सड़ी हुई गटरो और गंध पानी से भरी हुई सडके और खुली हुई गटर. सुन्दर और स्वस्थ आदमी और हड्डी -चमड़ीवाले आदमी जिसके पास खाना नहीं है. आदमी और जानवर प्रेम से रहेते है और धर्मं और पाप साथ साथ रहेते है. कला और सफ़ेद रंग दुसरे रंगों के साथ विरोधाभाष करते है. वोही रंग श्याम लोगो को चमकाते है और उनकी आंखोमें चमक लाते है

भारतमें में अपने मूल वतन को लौट गयी. मेरी भीतरी आत्मा जाग गयी है और मुझे फिर से बना गयी इतनाही आसान. मैंने दूर फ़ेंक दिया नियम, पूर्वग्रहो और चालाकिको और फिर मैंने मेरी मातृभाषा में बात की. मैंने महाराजा के जीवन के जैसा सपना देखा और अछूत के दुह्स्वपना भी देखा. कभी कभी में खोने लगी, पूरी तरह से टूट गयी और एक कदम उठाने के काबिल नहीं रही. दुसरिबार मेरी ख़ुशी इतनी तीव्र और संक्रामक है की मेरी उर्जा अनंत लग रही थी. नयी दिल्ही से जयपुर, आग्रा, खजुराहो और वाराणसी (पवित्र शहर), बोधगया, कोलकत्ता, गोवा और मुंबई के लिए, रात को निकलते थे नींद पूरी नहीं होती थी, थकाऊ यात्राये, अच्छा नहीं लगनेवाला भोजन, गर्मी, आर्दता, बारिसकी रात थी, सब पर विजय प्राप्त की थी और स्थाई साह्स के रूप में इसकी प्रगति में ले लिया

भारत में जैसे नफ़रत है वैसे प्रेम भी है, भारत अनंत रहस्योसे भरा है, अमरप्रेमियो, सोनेके आभूषनो पहेने हुए राजाओ और

रानियो - और कंगाल धुल से भरे हुए, पता और पहेचानके बगेर, अदभूत बच्चोसे भरा हुआ सभी उम्र के लड़के और

लड़किओ से छोटे कृष्ण की मोहक और अनंत भारत की गर्म हवा मसलोकी सुगंध के साथ मिश्रित हो के हंमेशा के लिए

मेरे दिल में रहेंगे.

(Tradução: Jigna & Ilesh Gamanbhai)